O desafio da preparação
A preparação é uma exigência a qualquer ministério cristão. Temas relacionados ao treinamento e ao aprendizado aparecem com frequência nas páginas da Bíblia (1Pe 3:15; 2Tm 2:15). Jesus nos mostrou a necessidade da preparação, ao selecionar doze homens e dedicar-se em prepará-los para o serviço do Reino de Deus (Mt 28.19,20).
Para atuar no ensino
da EBD não é necessário que o professor seja formado em teologia, mas é
essencial que tenha prazer em estudar a Bíblia e desenvolva o hábito da leitura tanto de
livros relacionados aos temas das aulas como de temas diversos. Como afirma o
apóstolo Paulo, “se é ensinar que haja dedicação” (Rm 12.7).
O docente da EBD,
assim como qualquer outro professor, não é obrigado a saber todas as respostas;
é até honroso e atrativo ao professor que usa de honestidade e diz “não sei” ou
“não tenho certeza”. Entretanto, além de ser uma pessoa dedicada ao ensino,
precisa ter uma formação mais ampla, para que possa atender às demandas, na
igreja local, por parte de um alunado cada vez mais exigente, em termos de
conhecimento e cultura.
A grande preocupação
do professor de EBD não deve está voltada para a perfeição da aula, mas se o
que ele ensinou tem significado para seus alunos e/ou poderá despertá-los à
mudança de conduta. Dessa forma, é importante que a aula seja um momento
descontraído e os alunos possam se sentir a vontade para expressarem suas
dúvidas, opiniões e experiências.
Há quatro perguntas
básicas que devem nortear a mente do professor a fim de que haja um
aproveitamento necessário quanto à aprendizagem do aluno: por que ensino? para
que ensino? o que ensino? a quem ensino?
O desafio do exemplo
Ser professor da EBD é exercer uma função de grande valor para o Reino de Deus e para a igreja local. Ensinar lições bíblicas tem um poder transformador na vida das pessoas, tanto de quem leciona quanto de quem aprende. Um educador temente a Deus e consciente de sua responsabilidade perante a Ele e perante aqueles aos quais ensina, é um exemplo a ser seguido.
Além disso, o professor tem o poder de
influenciar seu aluno decidir sobre: como será sua atuação na igreja; o quanto
ele conhecerá a Bíblia; que tipo de comportamento ele terá em seu dia a dia;
quais serão suas opiniões sobre assuntos polêmicos da sociedade moderna etc.
A Bíblia é enfática quando trata da
vida de quem ensina. Esta pessoa precisa ser "...APTO PARA ENSINAR"
(2 Tm 2.24), precisa ser uma pessoa DEDICADA AO ENSINO (Rm 12.7) e, como
OBREIRO, precisa apresentar-se "...a Deus aprovado, como obreiro que não
tem de que se envergonhar, que maneja bem a Palavra da verdade" (2 Tm
2.15).
Jesus, o mestre por excelência, também
é nosso exemplo supremo de um bom professor. Ele ensinava sempre que surgia
oportunidade. Ele ensinava a poucos (Jo 3.3-21), ou a muitos (Mc 6.34);
ensinava no Templo (Mc 12.35), nas casas (Mc 2.1,2), ou ao ar livre (Mt 5.1).
Seus métodos eram os mais variados. Ele pregava sermões (Mt 5); usava
ilustrações (Mt 5.13- 16); ensinava por parábolas (Mt 13.3), ou mesmo realizava
um milagre para ensinar (Mt 12.9-13).
O desafio do crescimento
O conceito bíblico de crescimento
envolve aspectos diversos que podem ser compreendidos tanto numa perspectiva
quantitativa como qualitativa. Porém quando diz respeito à Igreja, o termo
geralmente é sinônimo de aperfeiçoamento ou de desenvolvimento da maturidade
cristã. Paulo fala que os crentes devem crescer “em tudo” (Ef 4.15): no amor de
uns para com os outros (1 Ts 3.12); no “pleno conhecimento de Deus” (Cl 1.10) e
em “ações de graça” (Cl 2.7). Em 1co 15.58 assegura que devemos ser firmes e
constantes e sempre abundantes na obra do Senhor. O apóstolo Pedro também
exorta os cristãos a crescerem “na graça e no conhecimento de nosso Senhor e
salvador Jesus Cristo” (2 Pe 3.18).
Seja em quantidade ou em
qualidade, a Bíblia é enfática quanto à necessidade do crescimento. Diante
disso, o professor da EBD tem uma grandiosa responsabilidade; ele carrega sobre
si diferentes funções, estreitamente relacionada à formação espiritual, moral,
social e cultural da Igreja. Por isso deve investir no ensino para que estas
funções sejam cumpridas conforme a ordenança bíblica (Mt 28.19; Jo
15.2,16).
O preparo para o crescimento é outro
passo importante. As sementes que se plantam hoje se tornarão os frutos que
serão colhidos amanhã. O ideal é que o professor da EBD trabalhe com metas,
anotando o número atual de alunos e comparando com o número total no fim de
cada trimestre.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ALMEIDA,
J. F. de. A Bíblia Sagrada (ARA) ed. 2ª São Paulo, Sociedade Bíblica do
Brasil, 1999
GRIGGS,
Donald. O manual do professor eficaz. Tradução de eslisa G. Pierre
Gaadson e Julia Silveira Farias. Ed. Cultura cristã, São Paulo, 1997.
HAYDT,
R. Célia Cazaux. Curso de Didática Geral. São Paulo, Ática. 2000.
SILVA,
A. Gilberto. A Escola Dominical 2ª Ed. CPAD, Rio de Janeiro, 2001.




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